Doenças Relacionadas ao Trabalho: 165 Novas Patologias

Em um esforço para adaptar as normas de saúde ocupacional às mudanças na natureza do trabalho, o Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (29) uma revisão abrangente da lista de doenças relacionadas ao trabalho. Pela primeira vez em 24 anos, esse compêndio recebeu uma atualização que incorpora 165 novas patologias, refletindo as transformações na dinâmica laboral e digitalização dos processos. Entre as adições notáveis estão a Covid-19, burnout, uso excessivo de álcool, drogas e café, distúrbios musculares esqueléticos e tipos específicos de cânceres.

De acordo com os dados mais recentes, entre 2007 e 2022, o Sistema Único de Saúde (SUS) atendeu cerca de 3 milhões de casos de doenças ocupacionais. Destes, 52.9% referem-se a acidentes graves. Em 2023, até o momento, já foram notificadas 390 mil enfermidades relacionadas ao trabalho, apontando para a urgência da atualização do protocolo.

A Importância da Atualização na Saúde do Trabalhador

O ajuste da lista de doenças relacionadas ao trabalho não apenas reflete as mudanças na natureza do emprego, mas também estabelece uma agenda prioritária para a saúde do trabalhador. A incorporação de novas patologias, como o burnout, evidencia um reconhecimento crescente das dimensões mentais e emocionais no contexto profissional.

O CEO da 4Life Prime, Alex Araujo, destaca a urgência dessa atualização: “Estávamos desde 2020 sem um ajuste. Um período totalmente marcado por mudanças na forma de trabalhar e pela digitalização dos processos. Muitas profissões/cargos surgiram no período, como gerente de TI, designer digital e CTO. Desta forma, todas as patologias e doenças mentais desenvolvidas em virtude desses trabalhos estavam desatualizadas”.

Os Desafios da Saúde Ocupacional no Brasil

O Brasil enfrenta desafios significativos em relação à saúde ocupacional, conforme indicam os números do Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho. Em 2022, foram registradas 612.920 notificações de acidentes de trabalho e 2,5 mil óbitos. No período de 2010 a 2022, foram contabilizados 6,7 milhões de acidentes e 25.500 mortes em empregos formais. Os estados com maiores taxas acidentárias foram Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

“A saúde precisa alinhar-se às novas tecnologias e profissões para compreender novas patologias. Além disso, o surgimento das redes sociais e a mudança na forma de consumo das pessoas corroboraram para que os níveis de ansiedade, estresse e endividamento da população aumentem”, destaca Araújo.

Impacto na Política Nacional de Saúde do Trabalhador

Essa atualização não é apenas um ajuste técnico; é um passo crucial para a reafirmação do protagonismo na coordenação nacional da política de saúde do trabalhador. Ao expandir a lista de doenças relacionadas ao trabalho, o governo busca garantir que profissionais de diversas áreas sejam protegidos de maneira abrangente e atualizada, levando em consideração as novas realidades do ambiente de trabalho.

Desafios e Oportunidades para um Futuro Mais Saudável

Enquanto o Brasil enfrenta desafios significativos em relação à saúde ocupacional, a atualização das doenças relacionadas ao trabalho representa uma oportunidade de redefinir a abordagem do país para a saúde do trabalhador. Ao incorporar as dimensões físicas e mentais do emprego moderno, o Brasil pode avançar na criação de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e adaptados às complexidades do século XXI.

Com essa revisão abrangente, as autoridades de saúde buscam estruturar medidas de assistência e vigilância que permitam locais de trabalho mais seguros e saudáveis. As mudanças passarão a valer 30 dias após a publicação da portaria, destacando a necessidade de ação rápida em prol da saúde do trabalhador brasileiro.

Uma Abordagem Abrangente para um Ambiente de Trabalho Mais Saudável

A atualização da lista de doenças relacionadas ao trabalho marca um passo importante na evolução da saúde ocupacional no Brasil. Alinhando-se às novas realidades do mundo do trabalho, o país busca garantir que seus profissionais estejam protegidos contra uma variedade de ameaças à saúde, desde doenças infecciosas até questões mentais como o burnout. Essa abordagem abrangente não apenas protege os trabalhadores, mas também fortalece a base da força de trabalho brasileira, contribuindo para um futuro mais saudável e resiliente.


Referência: https://rhpravoce.com.br/redacao/ministerio-da-saude-doencas/


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