Síndrome de Burnout: qual a relação do trabalho e qualidade de vida?

Saúde e mercado de trabalho, há algo relacional entre eles? Você acredita que é
importante estar mentalmente saudável para ser mais produtivo?

A Síndrome de Burnout é um transtorno desenvolvido através do trabalho
desgastante, ocasionando no trabalhador sintomas psicológicos como culpa, falta de vontade, perda de sonhos, despersonalização, fadiga, falta de expectativas, etc. Não é uma doença, mas sim uma condição, um fenômeno ocupacional.

Em 1974 o termo Burnout foi criado para retratar o esgotamento advindo do trabalho,
mas este esgotamento não é apenas um cansaço que ao dormir e descansar um dia, ou no final de semana, você se recupera. Vamos saber mais?

O Burnout é caracterizado pelo estresse, esgotamento e tensão emocional, causados
pelo serviço laboral, sendo entendido como um problema da Saúde Pública, pois além de
afetar emocionalmente o indivíduo, pode afetá-lo de maneira socioeconômica.

No Brasil, desde 1999, o Burnout é considerado pela Legislação Brasileira como
transtorno mental, e tendo o diagnóstico fechado há a possibilidade de tratamento,
afastamento do trabalho e compensação financeira. Assim como diz no Artigo 2, do decreto n° 3048/99:

“Art. 2º. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante política e sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “a percepção do indivíduo de sua
inserção na vida, no contexto da cultura e em relação aos seus objetivos, expectativas,
padrões e preocupações” e “percepção dos indivíduos de que suas necessidades estão sendo satisfeitas ou, ainda, que lhes estão sendo negadas oportunidades de alcançar a felicidade e a autorrealização, com independência de seu estado de saúde físico ou das condições sociais e econômicas” é qualidade de vida, pois há necessidade de que o indivíduo se conheça, tenha segurança de si, momentos de prazer e lazer, assim como também os momentos de serviços laborais e construção social.

Para que haja um bom desempenho e desenvolvimento laboral, há necessidade de ter
um descanso de qualidade, dormindo no mínimo 6 horas, mas o ideal são 8 horas por noite;
manter relações interpessoais; tempo de lazer; atividades físicas e autocuidado.

Quais os sintomas de Burnout?

  • Cansaço excessivo, físico e mental.
  • Dor de cabeça frequente.
  • Alterações no apetite.
  • Insônia.
  • Dificuldades de concentração.
  • Sentimentos de fracasso e insegurança.
  • Negatividade constante.
  • Sentimentos de derrota e desesperança.
  • Sentimentos de incompetência.
  • Alterações repentinas de humor.
  • Isolamento.
  • Fadiga.
  • Pressão alta.
  • Dores musculares.
  • Problemas gastrointestinais.
  • Alteração nos batimentos cardíacos.

Os sintomas surgem aos poucos, têm tendência a piorar com o tempo, e cogitar que são sintomas passageiros e não buscar ajuda pode ocasionar esta piora.

Como é feito o diagnóstico de Burnout?

O diagnóstico é feito por um médico, preferencialmente, um psiquiatra e para uma
melhor investigação, há médicos que sugerem a ida ao psicólogo, para que possam ajudar a identificar os sintomas, fazer um levantamento do histórico pessoal e qual a relação do sujeito com o trabalho. Podem ser utilizadas escalas psicométricas, baseadas na Escala Likert para estabelecer um diagnóstico.

Qual o tratamento para Burnout?

O tratamento ocorre através de psicoterapia, e em casos mais avançados e graves,
pode haver a necessidade do tratamento psiquiátrico medicamentoso.

Importante que haja mudança de hábitos e no estilo de vida, sendo indicado também a
introdução de atividade física na rotina e uma alimentação saudável e balanceada.

A Wilu conta com profissionais especializados em psicoterapia para tratar casos de Burnout.

Não tenho plano de saúde, como posso buscar ajuda e ter acesso ao tratamento medicamentoso?

O Sistema Único de Saúde (SUS) possui o Centro de Atenção Psicossocial, sendo a
RAPS (Rede de Apoio Psicossocial) o local apto para fazer desde o diagnóstico até o
tratamento medicamentoso, de maneira integral e gratuita.

Outro fator necessário é que o indivíduo tenha momentos de lazer e uma rede de
apoio que conte com amigos e familiares, auxiliando na melhora do quadro.

Se você já sentiu algo semelhante ou conhece pessoas que estão passando por este
momento, busque ajuda, alerte a quem precisa! Nossa saúde mental é essencial para que a
vida se torne mais leve e prazerosa de se desfrutar.

A Wilu está à disposição para te ajudar, ou ajudar quem você conhece, a sair dessa.

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